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Diabetes: Sintomas, Tipos, Tratamento e Como Controlar a Glicemia

Diabetes - Sintomas, diagnóstico e tratamento | Guia Completo de Enfermagem

Diabetes: Sintomas, Tipos, Tratamento e Como Controlar a Glicemia

O Brasil já tem cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes, sendo o 6º país em incidência global e o maior da América Latina em número de casos. Esta condição crônica, caracterizada pela elevação dos níveis de glicose no sangue, representa um dos maiores desafios de saúde pública do país e pode levar a complicações graves quando não tratada adequadamente.

Neste artigo completo, você vai compreender o que é diabetes, quais são seus tipos, os principais sintomas, como é feito o diagnóstico, as opções de tratamento disponíveis e os cuidados de enfermagem essenciais para o manejo adequado da doença. Também abordaremos estratégias de prevenção e controle que podem fazer toda a diferença na qualidade de vida.

Importante: Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não substitui a consulta médica, o diagnóstico clínico ou a prescrição de medicamentos. Sempre procure um profissional de saúde qualificado para avaliação individualizada.

O QUE É DIABETES?

O diabetes caracteriza-se pela produção ineficiente ou pela resistência à ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas responsável por facilitar a entrada da glicose nas células para produção de energia. Quando esse mecanismo não funciona adequadamente, a glicose se acumula no sangue, causando hiperglicemia.

Classificação e Tipos

Existem diferentes tipos de diabetes, cada um com características específicas:

Diabetes Tipo 1: Causado pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a insulina. Afeta aproximadamente 600 mil pessoas no Brasil e geralmente aparece na infância ou adolescência, embora possa ser diagnosticado em adultos. Representa cerca de 5 a 10% dos casos totais.

Diabetes Tipo 2: Ocorre quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz (resistência à ação da insulina), ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de glicemia. Correspondente a 90% dos casos no Brasil, está diretamente relacionado à obesidade, alimentação inadequada e sedentarismo. Manifesta-se mais frequentemente em adultos, mas casos em crianças e adolescentes têm aumentado.

Diabetes Gestacional: Ocorre exclusivamente durante a gravidez, causado por alterações hormonais que aumentam a resistência à insulina. 11% das gestações evoluem com a presença do diabetes, o que representa um grande risco de complicações para mãe e bebê. Pode desaparecer após o parto ou persistir.

Pré-Diabetes: Níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. É uma condição que serve como alerta, oferecendo oportunidade para prevenir a progressão da doença.

Dados Epidemiológicos

  • 10,2% da população brasileira tem diabetes, segundo dados da pesquisa Vigitel Brasil 2023
  • O diagnóstico é mais frequente entre as mulheres (11,1%) do que entre os homens (9,1%)
  • A prevalência aumenta com a idade: 0,6% entre 18-24 anos e 30,4% entre pessoas com 65 anos ou mais
  • Mais de 46% da população não sabe que tem a doença
Como funciona o diabetes – Ilustração médica explicativa do pâncreas e insulina

CAUSAS E FATORES DE RISCO

Principais Causas

Diabetes Tipo 1:

  • Predisposição genética combinada com gatilhos ambientais
  • Resposta autoimune que destrói as células beta do pâncreas
  • Infecções virais que podem desencadear a resposta autoimune
  • Não está relacionado ao estilo de vida

Diabetes Tipo 2: A resistência à ação de insulina é a base para a alteração no controle da glicemia no diabetes tipo 2 e tem como fatores de risco principais a obesidade, a dieta não saudável e a falta de atividade física.

  • Resistência à insulina desenvolvida ao longo do tempo
  • Produção insuficiente de insulina pelo pâncreas
  • Acúmulo de gordura visceral (abdominal)
  • Predisposição genética associada a fatores ambientais

Diabetes Gestacional:

  • Alterações hormonais da gravidez que aumentam a resistência à insulina
  • Sobrepeso ou obesidade antes da gravidez
  • Histórico familiar de diabetes

Fatores de Risco

Fatores Não Modificáveis:

  • Idade: Risco aumenta após os 45 anos (para tipo 2)
  • Genética/Histórico Familiar: Ter pais ou irmãos com diabetes aumenta significativamente o risco
  • Etnia: Algumas populações têm maior predisposição
  • História de diabetes gestacional: Mulheres que tiveram diabetes na gravidez têm maior risco de desenvolver tipo 2

Fatores Modificáveis:

  • Obesidade e Sobrepeso: Especialmente gordura abdominal
  • Sedentarismo: Falta de atividade física regular
  • Alimentação inadequada: Dieta rica em açúcares, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados
  • Hipertensão arterial: Pressão alta está frequentemente associada
  • Dislipidemia: Colesterol alto e triglicerídeos elevados
  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP): Nas mulheres
  • Tabagismo: Aumenta o risco de complicações
  • Estresse crônico: Pode afetar os níveis glicêmicos
  • Sono inadequado: Menos de 7 horas por noite

SINAIS E SINTOMAS

Mais de 46% da população não sabe que tem diabetes, pois muitas pessoas permanecem assintomáticas nos estágios iniciais. No entanto, quando presentes, os sintomas incluem:

Sintomas Clássicos (Mais Comuns)

Fome frequente, sede constante, formigamento nos pés e mãos, vontade de urinar diversas vezes, infecções recorrentes nos rins, bexiga e pele, visão embaçada e feridas que demoram a cicatrizar.

Detalhamento dos Sintomas:

  • Poliúria: Urinar com muita frequência, inclusive à noite
  • Polidipsia: Sede excessiva e constante
  • Polifagia: Fome frequente, mesmo após alimentação
  • Perda de peso inexplicada: Principalmente no tipo 1
  • Fadiga e cansaço: Falta de energia constante
  • Visão embaçada: Alterações temporárias na visão
  • Cicatrização lenta: Feridas que demoram para sarar
  • Formigamento: Especialmente em mãos e pés
  • Infecções frequentes: Urinárias, genitais, de pele

Sintomas Específicos por Tipo

No Diabetes Tipo 1:

  • Sintomas aparecem rapidamente (dias a semanas)
  • Perda de peso acentuada
  • Fraqueza intensa
  • Mudanças de humor
  • Náuseas e vômitos

No Diabetes Tipo 2:

  • Sintomas se desenvolvem gradualmente
  • Podem passar anos sem sintomas evidentes
  • Manchas escuras na pele (acantose nigricans)
  • Infecções fúngicas recorrentes

Sinais de Alerta – Emergência Médica

Cetoacidose Diabética (mais comum no tipo 1): Náusea e vômitos, dor abdominal, hálito cetônico (cheiro de frutas), respiração rápida, confusão mental

Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar (mais comum no tipo 2):

  • Desidratação severa
  • Confusão mental ou alteração de consciência
  • Glicemia extremamente elevada (acima de 600 mg/dL)
  • Convulsões

Quando procurar atendimento médico urgente:

  • Glicemia acima de 300 mg/dL que não baixa
  • Sinais de cetoacidose diabética
  • Desidratação severa
  • Alteração do nível de consciência
  • Dificuldade respiratória

Observação importante: Cerca de 46% dos brasileiros com diabetes não sabem que têm a doença, por isso exames preventivos são fundamentais, especialmente para quem tem fatores de risco.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico do diabetes é realizado através de exames laboratoriais que avaliam os níveis de glicose no sangue. O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir complicações.

Avaliação Clínica

Anamnese: O médico investigará:

  • Histórico familiar de diabetes
  • Presença de sintomas característicos
  • Fatores de risco presentes
  • Medicações em uso
  • Histórico de gestações (para mulheres)
  • Hábitos de vida (alimentação, atividade física)

Exame Físico:

  • Medição de peso, altura e IMC
  • Aferição de pressão arterial
  • Avaliação da circunferência abdominal
  • Exame dos pés (pulsos, sensibilidade)
  • Verificação de sinais de complicações

Exames Complementares

Exames Laboratoriais para Diagnóstico:

Glicemia de Jejum:

  • Normal: até 99 mg/dL
  • Pré-diabetes: 100 a 125 mg/dL
  • Diabetes: ≥ 126 mg/dL (em duas ocasiões)

Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG):

  • Normal: até 139 mg/dL (2 horas após ingestão de 75g de glicose)
  • Pré-diabetes: 140 a 199 mg/dL
  • Diabetes: ≥ 200 mg/dL

Hemoglobina Glicada (HbA1c):

  • Normal: abaixo de 5,7%
  • Pré-diabetes: 5,7% a 6,4%
  • Diabetes: ≥ 6,5%
  • Reflete a média glicêmica dos últimos 3 meses

Glicemia ao Acaso:

  • Diabetes: ≥ 200 mg/dL (com sintomas clássicos)

Exames Complementares de Monitoramento:

  • Perfil lipídico (colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos)
  • Função renal (creatinina, ureia, TFG)
  • Função hepática (TGO, TGP)
  • Exame de urina (pesquisa de proteinúria)
  • Microalbuminúria (rastreamento de nefropatia)

Para Diabetes Gestacional: Recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), a glicose em jejum e o teste oral de tolerância a glicose.

Exames para Identificação do Tipo

  • Peptídeo C: Avalia a produção de insulina endógena
  • Anticorpos: Anti-GAD, anti-IA2, anti-insulina (para tipo 1)

Diagnóstico Diferencial

É importante diferenciar diabetes de outras condições que podem elevar a glicemia:

  • Uso de corticoides
  • Pancreatite
  • Síndrome de Cushing
  • Hipertireoidismo
  • Estresse agudo ou infecções graves
Profissional de enfermagem realizando cuidados e orientações para diabetes

TRATAMENTO

O tratamento do diabetes é individualizado e tem como objetivo manter os níveis glicêmicos controlados, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. As medidas não farmacológicas (MEV) continuam sendo a base do manejo do diabetes tipo 2 e devem ser recomendadas a todo paciente.

Tratamento Farmacológico

Para Diabetes Tipo 1:

O tratamento exige o uso diário de insulina para regular os níveis de glicose no sangue, evitando assim complicações da doença.

Tipos de Insulina:

  • Insulina de ação ultrarrápida: Age em 5-15 minutos (lispro, aspart, glulisina)
  • Insulina de ação rápida: Age em 30 minutos (regular)
  • Insulina de ação intermediária: Age em 2-4 horas (NPH)
  • Insulina de ação prolongada: Age em 1-2 horas, dura 24h (glargina, detemir, degludeca)
  • Insulina semanal: Recentemente aprovada no Brasil (icodeca/Awiqli)

Esquemas de Insulinoterapia:

  • Basal-bolus (insulina basal + insulina prandial)
  • Bomba de insulina (infusão contínua)
  • Esquemas mistos conforme necessidade individual

Para Diabetes Tipo 2:

A antiga lógica de que “metformina é sempre a primeira escolha” já não se sustenta. Agora, o manejo é definido de acordo com risco cardiovascular, IMC e hemoglobina glicada.

Medicamentos Orais:

Metformina: A metformina mostrou benefício superior para qualquer desfecho relacionado ao diabetes, para mortalidade por todas as causas e para AVC. Reduz a resistência à insulina e diminui a produção hepática de glicose. Ainda é considerada primeira linha para muitos pacientes.

Sulfonilureias: Entre as sulfonilureias, a SBD sugere priorizar a gliclazida MR, pois apresenta menor risco de hipoglicemia. Estimulam a produção de insulina pelo pâncreas.

Inibidores da DPP-4 (gliptinas): Aumentam a liberação de insulina de forma glicose-dependente (sitagliptina, vildagliptina, linagliptina).

Inibidores da SGLT-2 (gliflozinas): A dapagliflozina tem critérios específicos de dispensação no SUS. Promovem eliminação de glicose pela urina e têm benefícios cardiovasculares e renais comprovados.

Medicamentos Injetáveis (não insulínicos):

Agonistas do GLP-1: A semaglutida atua de forma semelhante ao hormônio GLP-1, responsável pela sensação de saciedade após a ingestão de alimentos e pela liberação da insulina. Outros exemplos: liraglutida, dulaglutida. Reduzem peso e têm proteção cardiovascular.

Tirzepatida: Apresentou melhorias importantes no controle glicêmico e no peso corporal sem aumento do risco de hipoglicemias. É um coagonista GIP/GLP-1.

Importante: Todos os medicamentos devem ser prescritos por médico. Nunca se automedique. O uso inadequado pode causar hipoglicemia grave e outras complicações.

Medicamentos Disponíveis no SUS

O SUS oferece gratuitamente: insulina humana NPH, insulina humana regular, glibenclamida, metformina e gliclazida. A dapagliflozina também está disponível para casos específicos.

Programa Farmácia Popular: Distribui gratuitamente metformina, glibenclamida e insulinas em farmácias credenciadas.

Tratamento Não Farmacológico

Mudanças no Estilo de Vida (MEV):

Alimentação:

  • Dieta balanceada com foco em alimentos in natura ou minimamente processados
  • Controle de carboidratos (preferir complexos e integrais)
  • Aumento de fibras (frutas, verduras, legumes, grãos)
  • Redução de açúcares simples e alimentos ultraprocessados
  • Controle de porções e horários regulares
  • Orientação nutricional individualizada

Atividade Física: Atividade física é de extrema importância para reduzir o nível da glicose nos dois tipos de diabetes.

  • Mínimo 150 minutos de exercício moderado por semana
  • Combinação de exercícios aeróbicos e resistidos
  • Atividades adaptadas à condição física individual
  • Evitar longos períodos sedentários

Controle de Peso: Redução de 5% a 10% do peso corporal já melhora controle glicêmico e risco cardiovascular.

Sono e Repouso:

  • 7-9 horas de sono por noite
  • Qualidade do sono impacta no controle glicêmico
  • Evitar telas antes de dormir

Gerenciamento do Estresse:

  • Técnicas de relaxamento
  • Mindfulness e meditação
  • Apoio psicológico quando necessário
  • Atividades prazerosas

Monitoramento Glicêmico

Automonitorização:

  • Glicemia capilar em casa (glicosímetro)
  • Frequência varia conforme tipo de diabetes e tratamento
  • Registro dos valores para ajustes terapêuticos

Monitoramento Contínuo de Glicose (CGM):

  • Sensores que medem glicose intersticial continuamente
  • Alertas de hipo e hiperglicemia
  • Disponível no SUS para casos selecionados

Metas Glicêmicas

A meta de HbA1c deve ser menor que 7,0% para a maioria das pessoas com DM2; em idosos, deve ser menor que 7,5%.

Glicemia Capilar:

  • Jejum: 80-130 mg/dL
  • Pós-prandial (2h após refeição): menor que 180 mg/dL
  • Ao deitar: 100-140 mg/dL

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Os cuidados de enfermagem são fundamentais no manejo do diabetes, abrangendo desde a educação em saúde até o acompanhamento de complicações. A equipe de enfermagem atua como elo entre paciente, família e equipe multidisciplinar.

Avaliação de Enfermagem

Avaliação Inicial:

  • Verificação de sinais vitais (PA, FC, FR, temperatura)
  • Avaliação nutricional (peso, altura, IMC, circunferência abdominal)
  • Exame dos pés (pulsos, sensibilidade, lesões, deformidades)
  • Avaliação da visão (acuidade visual, sintomas)
  • Investigação de sintomas de hipo ou hiperglicemia
  • Avaliação da capacidade de autocuidado
  • Identificação de fatores de risco e comorbidades

Monitoramento Contínuo:

  • Acompanhamento da glicemia capilar conforme prescrição
  • Observação de sinais de complicações agudas e crônicas
  • Avaliação da adesão ao tratamento
  • Identificação de barreiras ao autocuidado
  • Monitoramento de exames laboratoriais

Intervenções de Enfermagem

Cuidados Diretos:

Administração de Insulina:

  • Verificar tipo, dose e via de administração
  • Orientar sobre técnica correta de aplicação
  • Rodízio de locais de aplicação (abdome, coxas, braços, glúteos)
  • Conservação adequada da insulina (não congelar, proteger do calor)
  • Observar sinais de lipodistrofia nos locais de aplicação
  • Descartar agulhas e seringas em recipiente adequado

Monitoramento de Glicemia Capilar:

  • Ensinar técnica de punção digital
  • Orientar sobre calibração e uso do glicosímetro
  • Demonstrar descarte adequado de lancetas
  • Interpretar resultados e orientar condutas

Cuidados com os Pés:

  • Inspeção diária dos pés (paciente ou cuidador)
  • Higiene adequada com água morna e sabonete neutro
  • Secagem cuidadosa, especialmente entre os dedos
  • Hidratação (evitar entre os dedos)
  • Corte reto das unhas
  • Uso de calçados adequados (confortáveis, sem costuras internas)
  • Não andar descalço
  • Avaliação profissional regular

Prevenção e Tratamento de Lesões:

  • Identificação precoce de feridas
  • Curativos conforme protocolo
  • Avaliação de sinais de infecção
  • Encaminhamento ao médico quando necessário

Educação em Saúde

Orientações sobre Autocuidado:

Alimentação:

  • Planejamento de refeições equilibradas
  • Contagem de carboidratos (quando indicado)
  • Leitura de rótulos
  • Controle de porções
  • Importância de horários regulares

Atividade Física:

  • Orientar sobre tipo, frequência e intensidade
  • Cuidados pré-exercício (verificar glicemia, alimentação)
  • Hidratação adequada
  • Uso de calçados apropriados
  • Sinais de alerta (hipoglicemia, mal-estar)

Uso de Medicamentos:

  • Explicar ação de cada medicamento
  • Reforçar importância da adesão
  • Orientar sobre horários e doses
  • Esclarecer sobre efeitos colaterais
  • Alertar sobre interações medicamentosas

Reconhecimento e Manejo da Hipoglicemia: A glicose é o tratamento preferencial para pessoas conscientes com glicemia menor que 70 mg/dL.

  • Sintomas: tremores, sudorese, palpitação, fome, confusão
  • Tratamento: 15g de carboidrato simples (3 balas, 1 colher de açúcar, 150ml de suco)
  • Aguardar 15 minutos e reavaliar
  • Nunca dirigir com hipoglicemia
  • Usar identificação médica (pulseira, colar)

Reconhecimento da Hiperglicemia:

  • Sintomas: sede, urina frequente, fadiga, visão turva
  • Importância de buscar atendimento se persistente
  • Ajustes no tratamento conforme orientação médica

Situações Especiais:

  • Dias de doença (manter medicação, monitorar mais frequentemente)
  • Viagens (levar medicações extras, receitas)
  • Festas e eventos (planejamento alimentar)
  • Gravidez planejada (controle rigoroso pré-concepcional)

Prevenção de Complicações

Complicações Agudas:

Hipoglicemia:

  • Orientar sobre causas (excesso de medicação, jejum, exercício sem ajuste)
  • Ensinar reconhecimento precoce
  • Treinar paciente e família no tratamento
  • Revisar esquema terapêutico se hipoglicemias frequentes

Cetoacidose Diabética:

  • Alertar sobre sinais de alarme
  • Orientar quando procurar emergência
  • Reforçar importância de nunca interromper insulina

Complicações Crônicas:

O prolongamento das altas taxas de açúcar no sangue pode causar retinopatia diabética, nefropatia diabética, neuropatia diabética, infarto do miocárdio e acidente vascular.

Prevenção:

  • Controle glicêmico rigoroso (HbA1c < 7%)
  • Controle de pressão arterial e dislipidemia
  • Rastreamento regular (exame de fundo de olho anual, microalbuminúria)
  • Cuidados preventivos com os pés
  • Cessação do tabagismo

Cuidados com a Família

Orientação aos Familiares:

  • Explicar sobre a doença e seu manejo
  • Ensinar reconhecimento e tratamento da hipoglicemia
  • Envolver em mudanças de estilo de vida
  • Oferecer suporte emocional
  • Orientar sobre aplicação de glucagon (se prescrito)

Suporte Psicológico:

  • Identificar sinais de depressão ou ansiedade
  • Oferecer escuta ativa e acolhimento
  • Encaminhar para apoio psicológico quando necessário
  • Grupos de apoio para pacientes e familiares

Documentação

Registro de Enfermagem:

  • Todas as intervenções realizadas
  • Glicemias capilares e condutas tomadas
  • Administração de medicamentos
  • Orientações fornecidas
  • Evolução do quadro clínico
  • Intercorrências e encaminhamentos
  • Resposta do paciente às intervenções

Importância:

  • Continuidade do cuidado
  • Segurança do paciente
  • Comunicação entre equipe
  • Aspectos legais

PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas.

Prevenção Primária

(Antes do desenvolvimento da doença)

Manutenção do Peso Saudável:

  • IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m²
  • Circunferência abdominal: menor que 94cm (homens) e 80cm (mulheres)
  • Perda de 5-10% do peso em quem está acima do ideal

Alimentação Equilibrada:

  • Dieta rica em fibras (vegetais, frutas, grãos integrais)
  • Redução de açúcares e carboidratos refinados
  • Preferir alimentos in natura ou minimamente processados
  • Limitar bebidas açucaradas
  • Controle de gorduras saturadas
  • Porções adequadas

Atividade Física Regular:

  • Mínimo 150 minutos de exercício moderado por semana
  • Ou 75 minutos de exercício vigoroso
  • Incluir exercícios de resistência (musculação) 2x/semana
  • Reduzir tempo sedentário (pausas a cada 30min sentado)

Outros Hábitos Saudáveis:

  • Não fumar
  • Evitar consumo excessivo de álcool
  • Gerenciar o estresse
  • Sono adequado (7-9 horas/noite)
  • Hidratação adequada

Prevenção Secundária

(Diagnóstico precoce e tratamento inicial)

Rastreamento: Recomenda-se rastreamento para diabetes tipo 2 a partir dos 45 anos, ou mais cedo se houver fatores de risco.

Exames Preventivos:

  • Glicemia de jejum: a cada 3 anos (se normal e sem fatores de risco)
  • Hemoglobina glicada: anualmente (se pré-diabetes ou fatores de risco)
  • Mais frequente se alterações ou múltiplos fatores de risco

Check-ups Regulares:

  • Consultas médicas periódicas
  • Avaliação de peso, PA e circunferência abdominal
  • Orientações sobre hábitos de vida

Identificação Precoce: Procurar médico se apresentar:

  • Sede excessiva persistente
  • Urinar frequentemente
  • Fome constante
  • Perda de peso inexplicada
  • Fadiga persistente
  • Visão embaçada
  • Feridas que não cicatrizam

Prevenção Terciária

(Prevenção de complicações em quem já tem a doença)

Controle Rigoroso da Glicemia:

  • Adesão ao tratamento prescrito
  • Monitoramento regular conforme orientação
  • Ajustes terapêuticos quando necessário
  • Meta de HbA1c < 7% (ou individualizada)

Controle de Outros Fatores de Risco:

  • Pressão arterial < 130/80 mmHg
  • LDL-colesterol < 100 mg/dL (ou < 70 se alto risco)
  • Triglicerídeos < 150 mg/dL
  • Cessação do tabagismo
  • Controle de peso

Acompanhamento Multidisciplinar:

  • Endocrinologista: a cada 3-6 meses
  • Oftalmologista: exame de fundo de olho anual
  • Nefrologista: se alterações renais
  • Cardiologista: avaliação de risco cardiovascular
  • Nutricionista: orientação dietética
  • Educador físico: prescrição de exercícios
  • Enfermeira educadora em diabetes
  • Psicólogo: suporte emocional

Exames de Acompanhamento:

  • HbA1c: a cada 3-6 meses
  • Perfil lipídico: anual
  • Função renal: anual (creatinina, TFG)
  • Microalbuminúria: anual
  • Exame de fundo de olho: anual
  • ECG: conforme avaliação de risco

COMPLICAÇÕES POSSÍVEIS

O prolongamento das altas taxas de açúcar no sangue pode causar sérias complicações. No entanto, o controle adequado reduz significativamente esses riscos.

Complicações Agudas

Hipoglicemia: Glicemia abaixo de 70 mg/dL. Pode causar confusão mental, perda de consciência, convulsões e, em casos graves, coma. Causas incluem excesso de medicação, jejum prolongado, exercício sem ajuste de dose.

Hiperglicemia Severa: Glicemia muito elevada (> 300 mg/dL) pode causar desidratação grave, alteração de consciência e necessitar internação hospitalar.

Cetoacidose Diabética (CAD): Complicação grave mais comum no tipo 1. Ocorre acúmulo de corpos cetônicos por falta de insulina. Sintomas incluem náusea, vômitos, dor abdominal, respiração rápida, hálito cetônico, confusão mental. Requer tratamento hospitalar urgente.

Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar (EHH): Mais comum no tipo 2. Caracteriza-se por glicemia extremamente alta (> 600 mg/dL) sem cetoacidose significativa. Causa desidratação severa, alteração de consciência. Mortalidade pode chegar a 15%.

Complicações Crônicas

Retinopatia Diabética: Lesão dos vasos da retina que pode levar à cegueira. O diabetes é uma das principais causas de cegueira adquirida em adultos. Prevenção: controle glicêmico rigoroso e exame oftalmológico anual.

Nefropatia Diabética: Lesão renal progressiva que pode evoluir para insuficiência renal crônica necessitando diálise ou transplante. 20-40% dos diabéticos desenvolvem doença renal. Prevenção: controle glicêmico, controle pressórico, rastreamento com microalbuminúria.

Neuropatia Diabética: Lesão dos nervos periféricos causando formigamento, dor, perda de sensibilidade (principalmente nos pés), problemas digestivos, disfunção sexual, alterações urinárias. Afeta até 50% dos diabéticos após 10 anos de doença.

Pé Diabético: Conjunto de alterações nos pés (neuropatia + doença vascular) que aumentam risco de úlceras e infecções. Pode levar a amputações. O diabetes é responsável por cerca de 70% das amputações não traumáticas de membros inferiores no Brasil.

Doença Cardiovascular: Pessoas com diabetes têm risco 2-4 vezes maior de infarto, AVC e doença arterial periférica. Principal causa de morte em diabéticos tipo 2.

Outras Complicações:

  • Disfunção sexual (homens e mulheres)
  • Doenças periodontais (gengivas)
  • Maior susceptibilidade a infecções
  • Comprometimento cognitivo
  • Depressão (2x mais comum)

Como Prevenir Complicações

Controle Glicêmico Rigoroso: Manter HbA1c < 7% reduz em até 76% o risco de complicações microvasculares.

Controle de Pressão Arterial: PA < 130/80 mmHg reduz risco de complicações cardiovasculares e renais.

Controle do Colesterol: Uso de estatinas quando indicado reduz eventos cardiovasculares.

Cessação do Tabagismo: Reduz significativamente risco de complicações vasculares.

Cuidados Preventivos:

  • Exames de rastreamento regulares
  • Cuidados diários com os pés
  • Higiene bucal adequada
  • Vacinação em dia (influenza anual, pneumococo)

Adesão ao Tratamento: Seguir rigorosamente orientações médicas e de enfermagem.

PROGNÓSTICO E QUALIDADE DE VIDA

O prognóstico do diabetes depende fundamentalmente do controle glicêmico e da prevenção de complicações. Com manejo adequado, pessoas com diabetes podem ter expectativa e qualidade de vida semelhantes à população geral.

Fatores que Influenciam o Prognóstico

  • Momento do Diagnóstico: Quanto mais precoce, melhor o prognóstico
  • Adesão ao Tratamento: Uso correto de medicações e mudanças de estilo de vida
  • Controle Glicêmico: HbA1c dentro da meta reduz drasticamente complicações
  • Presença de Comorbidades: Hipertensão, dislipidemia, obesidade
  • Tipo de Diabetes: Tipo 1 requer insulina desde o início; tipo 2 pode responder bem a medidas não farmacológicas inicialmente
  • Estilo de Vida: Alimentação, atividade física, tabagismo, álcool
  • Acesso a Cuidados de Saúde: Acompanhamento multidisciplinar regular

Perspectivas

Com os avanços no tratamento (novos medicamentos, insulinas de longa duração, monitoramento contínuo, bombas de insulina), o manejo do diabetes está cada vez mais eficaz e menos invasivo.

Dados Positivos:

  • Controle adequado reduz em 76% complicações microvasculares
  • Redução de 33% em eventos cardiovasculares com controle rigoroso
  • Tecnologias facilitam automonitoramento e ajustes de tratamento
  • Medicamentos modernos têm benefícios além do controle glicêmico (perda de peso, proteção cardiovascular e renal)

Convivendo com Diabetes

Adaptações no Dia a Dia:

  • Estabelecer rotina de alimentação, medicação e monitoramento
  • Preparar refeições com antecedência
  • Levar lanches adequados para evitar hipoglicemias
  • Usar aplicativos para registro de glicemias e diário alimentar
  • Ter identificação médica (pulseira, carteira)
  • Informar escola/trabalho sobre a condição

Suporte Emocional:

  • Participar de grupos de apoio
  • Buscar acompanhamento psicológico se necessário
  • Compartilhar desafios com pessoas que entendem
  • Celebrar conquistas no controle da doença
  • Manter atividades prazerosas e vida social ativa

Planejamento:

  • Viagens: levar medicações extras, receitas, lanches
  • Eventos sociais: planejar alimentação antecipadamente
  • Exercícios: ajustar medicação conforme orientação
  • Gestação: controle rigoroso pré-concepcional e durante gravidez

Qualidade de Vida: Estudos mostram que pessoas com diabetes bem controlado relatam qualidade de vida comparável a pessoas sem a condição. O suporte familiar, educação em diabetes e acompanhamento multidisciplinar são fundamentais.

PERGUNTAS FREQUENTES (FAQ)

1. Diabetes tem cura?

Resposta: Atualmente, não existe cura para diabetes tipo 1 ou tipo 2. No entanto, o diabetes tipo 2 pode entrar em remissão com mudanças significativas no estilo de vida (perda de peso, dieta, exercícios), embora isso não signifique cura definitiva, pois a condição pode retornar. O diabetes gestacional geralmente desaparece após o parto, mas aumenta o risco de desenvolver tipo 2 futuramente. O importante é que, mesmo sem cura, o diabetes pode ser muito bem controlado, permitindo vida normal e saudável.

2. Posso comer frutas se tenho diabetes?

Resposta: Sim! Frutas são importantes fontes de vitaminas, minerais e fibras. O ideal é consumir frutas inteiras (não sucos), em porções adequadas e distribuídas ao longo do dia. Prefira frutas com menor índice glicêmico (maçã, pera, morango, frutas vermelhas) e evite consumir grandes quantidades de uma vez. Combine com proteínas ou gorduras saudáveis para reduzir o impacto na glicemia. Seu nutricionista pode orientar sobre quantidades e melhores horários.

3. Diabetes tipo 2 sempre vai precisar de insulina?

Resposta: Não necessariamente. Muitas pessoas com diabetes tipo 2 conseguem controlar a glicemia apenas com mudanças no estilo de vida e medicamentos orais. No entanto, por ser uma doença progressiva, algumas pessoas eventualmente podem precisar de insulina, especialmente após muitos anos de doença ou se outros tratamentos não forem suficientes. Isso não significa falha do tratamento, mas sim evolução natural da doença. Aproximadamente 30-40% das pessoas com tipo 2 eventualmente usarão insulina.

4. Hipoglicemia é perigosa?

Resposta: Sim, a hipoglicemia pode ser perigosa, especialmente se severa ou não tratada rapidamente. Sintomas leves incluem tremores, sudorese, fome. Em casos mais graves, pode causar confusão mental, perda de consciência, convulsões e até coma. Por isso, é essencial reconhecer os sintomas precocemente e tratar imediatamente com 15g de carboidrato simples (3 balas, 1 colher de açúcar, 150ml de suco). Se hipoglicemias forem frequentes, o esquema de tratamento deve ser reavaliado pelo médico.

5. Posso fazer atividade física com diabetes?

Resposta: Sim, e deve! A atividade física é parte fundamental do tratamento do diabetes. Exercícios ajudam a controlar a glicemia, melhoram sensibilidade à insulina, auxiliam no controle de peso e reduzem risco cardiovascular. Recomenda-se mínimo 150 minutos de exercício moderado por semana, combinando aeróbicos (caminhada, natação, ciclismo) e resistidos (musculação). Cuidados importantes: verificar glicemia antes e após exercício, ter carboidratos disponíveis para hipoglicemia, usar calçados adequados, manter-se hidratado. Converse com seu médico antes de iniciar novos exercícios.

6. Quais alimentos devo evitar completamente?

Resposta: Não existem alimentos completamente proibidos, mas alguns devem ser evitados ou consumidos com muita moderação: refrigerantes e bebidas açucaradas, doces concentrados, alimentos ultraprocessados ricos em açúcar e gordura, carboidratos refinados em excesso (pão branco, massas brancas). O foco deve ser em alimentos in natura ou minimamente processados: vegetais, frutas, grãos integrais, proteínas magras, gorduras saudáveis. Educação nutricional individualizada é fundamental.

7. Estresse pode aumentar a glicemia?

Resposta: Sim! O estresse libera hormônios como cortisol e adrenalina que aumentam a produção de glicose pelo fígado e reduzem a sensibilidade à insulina, elevando a glicemia. Estresse crônico pode dificultar o controle do diabetes. Por isso, gerenciamento do estresse é importante: técnicas de relaxamento, meditação, atividade física, sono adequado, apoio psicológico quando necessário. Observar como o estresse afeta sua glicemia individualmente ajuda no manejo.

8. Posso engravidar tendo diabetes?

Resposta: Sim! Mulheres com diabetes podem engravidar com segurança, mas é fundamental planejamento pré-concepcional. O controle glicêmico deve estar ótimo antes da concepção (HbA1c < 6,5% idealmente) para reduzir riscos de malformações e complicações. Durante a gravidez, o acompanhamento deve ser rigoroso com endocrinologista e obstetra especializado em gestação de alto risco. Alguns medicamentos orais são contraindicados na gestação, sendo necessário uso de insulina. Com acompanhamento adequado, as chances de gestação saudável são excelentes.

9. Como saber se estou tendo complicações do diabetes?

Resposta: Muitas complicações são silenciosas inicialmente, por isso exames de rastreamento regulares são essenciais. Sinais de alerta incluem: visão embaçada ou manchas na visão (retinopatia), formigamento, dor ou perda de sensibilidade nos pés (neuropatia), inchaço ou espuma na urina (nefropatia), feridas que não cicatrizam, dor no peito ou falta de ar (problemas cardíacos). Exames preventivos anuais: fundo de olho, microalbuminúria, avaliação dos pés, perfil lipídico, função renal. Mantenha consultas regulares mesmo se sentindo bem.

10. Diabetes é hereditário?

Resposta: Existe componente genético importante no diabetes, mas não é determinístico. No tipo 1, se um dos pais tem a doença, o risco do filho é de 3-6%; se ambos têm, o risco sobe para 10-30%. No tipo 2, o componente genético é ainda maior: ter um dos pais com tipo 2 aumenta o risco em 40%; se ambos têm, o risco pode chegar a 70%. No entanto, fatores ambientais (estilo de vida) são fundamentais. Ter predisposição genética não significa que vai desenvolver a doença – hábitos saudáveis podem prevenir ou retardar o aparecimento, especialmente no tipo 2.

CONCLUSÃO

O diabetes é uma condição crônica que afeta milhões de brasileiros, mas que pode ser controlada com sucesso quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente. O avanço nas opções terapêuticas, tecnologias de monitoramento e compreensão da doença permitem que pessoas com diabetes tenham expectativa e qualidade de vida semelhantes à população geral.

O papel da enfermagem é fundamental tanto no acompanhamento clínico quanto na educação em saúde dos pacientes e familiares. A abordagem multidisciplinar, incluindo médico, enfermeiro, nutricionista, educador físico e psicólogo, é essencial para o manejo integral da doença.

A adoção de hábitos saudáveis (alimentação equilibrada, atividade física regular, controle de peso, não fumar), o acompanhamento médico regular, a adesão ao tratamento prescrito e a realização de exames preventivos são pilares fundamentais para prevenir complicações e garantir melhor qualidade de vida.

A prevenção primária, especialmente em pessoas com fatores de risco, pode evitar ou retardar o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Para quem já tem a doença, o controle adequado reduz drasticamente o risco de complicações graves como problemas cardiovasculares, renais, oftalmológicos e neuropáticos.

Lembre-se: Este artigo é informativo e educacional, não substituindo a consulta com profissionais de saúde. Se você apresenta sintomas de diabetes, tem fatores de risco ou já convive com a doença e tem dúvidas, procure atendimento médico e de enfermagem qualificado para avaliação e orientação individualizada.

O conhecimento sobre a doença e o empoderamento do paciente para o autocuidado são ferramentas poderosas no controle do diabetes. Invista em sua saúde, mantenha-se informado e trabalhe em parceria com sua equipe de saúde!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2023-2024. São Paulo: SBD, 2024.
  2. Ministério da Saúde – Brasil. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus. Cadernos de Atenção Básica, nº 36. Brasília: MS, 2013.
  3. American Diabetes Association (ADA). Standards of Medical Care in Diabetes – 2024. Diabetes Care, Volume 47, Supplement 1, January 2024.
  4. International Diabetes Federation (IDF). IDF Diabetes Atlas, 10th Edition, 2021.
  5. VIGITEL Brasil 2023. Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Ministério da Saúde, 2024.
  6. Organização Mundial da Saúde (OMS). Global Report on Diabetes. Geneva: WHO, 2016.
  7. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde – Diabetes Mellitus. Brasília, 2022.
  8. ANVISA. Aprovação de novos medicamentos para diabetes – Relatórios técnicos. Brasília: ANVISA, 2023-2024.

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