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Calendário Nacional de Vacinação 2026: Tabela Completa e Atualizada

Profissional de enfermagem apresentando o cartão do Calendário Nacional de Vacinação 2026.

Calendário Nacional de Vacinação 2026: Tabela Completa e Atualizada

Manter o esquema vacinal em dia é a medida mais eficaz e segura para proteger a população contra dezenas de doenças graves e erradicadas. No entanto, acompanhar todas as doses, reforços e atualizações do Ministério da Saúde pode ser um desafio tanto para os pais quanto para os profissionais de saúde na correria da Unidade Básica de Saúde (UBS).

Para garantir que você tenha acesso à informação correta e oficial sem burocracia, estruturamos o Calendário Nacional de Vacinação 2026. Abaixo, você confere a tabela completa dividida por faixa etária, com as principais mudanças e orientações práticas de beira de leito.

“Trabalho na sala de vacinas há mais de cinco anos e as dúvidas sobre os novos esquemas vacinais e reforços são diárias. Ter uma tabela limpa, direta e atualizada para o ano de 2026 facilita muito a nossa orientação aos responsáveis e agiliza o atendimento na ponta do SUS.” > — Enfª. Tânia Regina Lopes, Coordenadora de Imunização Municipal.

Tabela Oficial de Vacinação do Bebê e Criança (2026)

O primeiro ano de vida é o período com a maior concentração de imunizantes. Seguir rigorosamente os prazos garante a proteção no momento de maior vulnerabilidade do bebê.

Idade Recomendada Vacinas Obrigatórias Doenças Evitadas
Ao Nascer BCG e Hepatite B (dose ao nascer) Formas graves de Tuberculose e Hepatite B.
2 Meses Pentavalente (1ª dose), PFI (1ª dose), VORH (1ª dose) e Pneumocócica 10V (1ª dose) Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite, Paralisia Infantil, Diarreia por Rotavírus e Pneumonia.
3 Meses Meningocócica C (1ª dose) Meningite e Meningococcemia do sorogrupo C.
4 Meses Pentavalente (2ª dose), PFI (2ª dose), VORH (2ª dose) e Pneumocócica 10V (2ª dose) Segunda rodada de proteção para as mesmas doenças dos 2 meses.
5 Meses Meningocócica C (2ª dose) Segunda dose de proteção contra meningite C.
6 Meses Pentavalente (3ª dose) e VIP (3ª dose) Terceira dose de reforço da proteção básica.
9 Meses Febre Amarela (1ª dose) Febre Amarela (essencial para áreas de recomendação).
12 Meses Tríplice Viral (1ª dose), Pneumocócica 10V (Reforço) e Meningocócica C (Reforço) Sarampo, Caxumba, Rubéola, além dos reforços de pneumonia e meningite.
15 Meses DTP (1º reforço), VOP (1º reforço), Hepatite A e Tetraviral ou Varicela Reforços de tétano/paralisia, proteção contra Hepatite A e Catapora.
4 Anos DTP (2º reforço), VOP (2º reforço) e Varicela (2ª dose) Consolidação da imunidade antes da fase escolar.

Se você é estudante ou recém-formado e precisa fixar os conceitos e siglas de cada um desses imunizantes (como a diferença entre VIP e VOP), revise os termos em nosso Dicionário de Termos Técnicos de Enfermagem.

Atualizações Importantes no Calendário de 2026

O calendário nacional de vacinação 2026 consolidou mudanças cruciais que visam otimizar as campanhas e aumentar a cobertura vacinal no país:

  • Substituição da VOP (Gotinha): Seguindo o planejamento de erradicação global, a vacina oral contra a paralisia infantil foi completamente integrada pela vacina injetável (VIP) nos esquemas iniciais, garantindo maior estabilidade e segurança.
  • Ampliação da Vacina do HPV: A vacinação contra o Papilomavírus Humano agora segue o esquema de dose única expandida para meninos e meninas de 9 a 14 anos, facilitando a adesão escolar.
  • Vacina da Dengue: Incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacinação contra a dengue foca no público-alvo de crianças e adolescentes em regiões endêmicas prioritárias.

Para calcular o gotejamento de medicações ou diluições de soros que frequentemente acompanham o atendimento pediátrico em prontos-socorros, utilize as ferramentas da nossa Central de Calculadoras de Enfermagem Online.

Vacinação para Adolescentes, Adultos e Gestantes

A imunização não termina na infância. O Ministério da Saúde preconiza reforços e vacinas específicas para garantir a imunidade coletiva na fase adulta e proteger o feto durante a gestação:

Adolescentes (11 a 14 anos)

  • Meningocócica ACWY: Dose única ou reforço para proteção ampliada contra quatro sorogrupos de meningite.
  • HPV: Dose conforme o histórico vacinal prévio.

Adultos e Idosos

  • Dupla Adulto (dT): Reforço a cada 10 anos contra Difteria e Tétano.
  • Febre Amarela: Dose única para quem nunca tomou.
  • Influenza (Gripe): Campanha anual, prioritária para idosos, gestantes e profissionais de saúde.

Gestantes: Proteção em Dobro

  • Hepatite B: 3 doses (dependendo do histórico vacinal).
  • Dupla Adulto (dT): Conforme histórico.
  • dtpa (Difteria, Tétano e Coqueluche acelular): Uma dose a cada gestação, a partir da 20ª semana, para transferir anticorpos diretamente para o bebê ainda no útero.

FAQ: Dúvidas sobre o Calendário Nacional de Vacinação 2026

1. O que fazer se o cartão de vacina da criança estiver atrasado?

Não é necessário reiniciar o esquema vacinal do zero. A orientação oficial é comparecer à UBS mais próxima para que o profissional de saúde aplique as doses em atraso, respeitando os intervalos mínimos exigidos entre cada vacina.

2. Bebês prematuros devem seguir o calendário de vacinação por qual idade?

Bebês prematuros devem ser vacinados de acordo com a idade cronológica real (data do nascimento), e não pela idade corrigida, seguindo o calendário padrão, salvo exceções médicas específicas em ambiente de UTI Neonatal.

3. É normal o bebê ter febre após tomar as vacinas de 2 meses?

Sim. Reações adversas leves, como febre baixa, irritabilidade e dor local, são comuns e indicam que o sistema imunológico está reagindo para produzir a proteção. Sintomas graves ou febre persistente por mais de 72h devem ser avaliados por um médico.

4. Onde encontrar a vacina da Dengue em 2026?

A vacina está disponível de forma gratuita no SUS para os municípios e faixas etárias selecionados pelo Ministério da Saúde com base em critérios epidemiológicos, além de estar disponível na rede privada.

5. Posso tomar várias vacinas no mesmo dia?

Sim, a administração simultânea de diferentes vacinas é segura e recomendada para garantir a proteção rápida do indivíduo, desde que aplicadas em locais anatômicos diferentes (braços ou pernas distintos).

Conclusão

O calendário nacional de vacinação 2026 é o principal escudo da saúde pública no Brasil. Compreender sua estrutura e repassar essas informações de forma clara combate a desinformação e garante comunidades mais saudáveis e protegidas.

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Referências Bibliográficas

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Imunização e Doenças Imunopreviníveis. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. [Alinhado com diretrizes operacionais de 2026].
  2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Calendário de Vacinação SBIm Filhotes e Crianças: Recomendações 2025/2026. São Paulo: SBIm, 2025.
  3. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global Vaccine Action Plan and Immunization Agenda 2030. Geneva: WHO, 2025.
  4. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Guia de Boas Práticas de Enfermagem em Salas de Vacina. Brasília: COFEN, 2024.

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